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9.20.2008

Ácido Clorídrico (HCl) - II

É notícia no Diário de Notícias:

"Um grupo de alunos, entre os 11 e 14 anos, usou um caixote do lixo da Escola Passos Manuel, em Lisboa, para fazer explodir um dos três engenhos que eles próprios construíram à base de ácido muriático, misturado com um metal. Os dirigentes escolares já abriram um inquérito disciplinar. Os jovens podem ser obrigados a transferir-se de estabelecimento de ensino. A PSP, através do programa Escola Segura, tomou conta da ocorrência.

À partida, trata-se de mais uma "brincadeira" que, segundo fonte policial ouvida pelo DN, ocorre com alguma frequência nas escolas portuguesas. Neste caso, a iniciativa foi de um grupo de alunos do segundo ciclo - que frequentam o quinto e sexto anos -, cujo número de elementos não foi revelado. Apenas se sabe que as idades estão compreendidas entre os 11 e os 14 anos.

Os alunos usaram três pequenas garrafas de plástico, das que são comercializadas com água, e introduziram lá dentro ácido muriático, um liquido que é altamente corrosivo, utilizado, entre outras coisas, para limpar zinco, juntando-lhe, depois, um metal. Esta mistura provoca a criação de gases que, ao soltarem-se, produzem ruídos bastante sonoros. Ao que o DN apurou apenas uma das garrafas funcionou. As outras duas derreteram com o líquido."

O ácido clorídrico, HCl, reage com o zinco formando-se cloreto de zinco (II) e liberta-se um gás, o hidrogénio (H2), que é inflamável.

8.26.2008

Ácido clorídrico (HCl)

No Jornal de Notícias lê-se:

"O acidente de segunda-feira com um camião cisterna na A29 provocou o derrame de quatro toneladas de ácido clorídrico e destruiu parte significativa da vida no Rio Febros, revelou, esta terça-feira, o vice-presidente da Câmara de Gaia.

Em conferência de imprensa, Marco António Costa lamentou que o acidente tenha afectado um curso de água recentemente recuperado pela Câmara de Gaia e que contava já com fauna própria.

No entanto, o autarca garantiu que a partir de segunda-feira será implementado um novo plano de reabilitação daquele rio que desagua no Douro, junto ao Areinho de Avintes.

"Num dia, a água do rio contava com um ph de 7.1, quase boa para ser bebida. Um dia depois tinha acidez extrema de 3.2", frisou.

Neste momento, porém, a prioridade é continuar a monitorizar a situação e avaliar a extensão dos danos provocados pelo despiste do camião.

"Durante segunda-feira injectámos no rio milhares de metros cúbicos de água para ajudar a diluir o ácido, ao mesmo tempo que realizámos centenas de análises. Parte significativa do ácido diluiu-se, mas outra parte importante ficou depositada no fundo do ribeiro. Em função da dinâmica do próprio caudal, hoje foi-se libertando, provocando a morte da maioria da fauna existente", disse o autarca.

A Câmara de Gaia avisou já a GNR e a Capitania do Douro, de modo a serem levantados autos de notícia e a promover-se uma fiscalização ao longo do curso do rio, proibindo a tradicional pesca que lá existe e avisando as populações para não usarem a sua água nem para a dar de beber a animais nem para rega.

"A intervenção face ao acidente obedecerá a três fases: a primeira, que se prolonga até segunda-feira, implica a monitorização e acompanhamento das medidas cautelares adoptadas. A segunda passará pela renaturalização do rio e da sua fauna, seguindo um plano elaborado pelo Parque Biológico, Águas de Gaia e câmara. Na terceira pediremos contas a quem de direito", sustentou Marco António Costa.

O autarca garantiu que não houve infiltrações do ácido nos aquíferos nem em nenhuma conduta de água e recordou que o rio Febros foi alvo de uma candidatura ao QREN para aprofundar o trabalho de reabilitação já realizado. "Agora mais do que nunca faz sentido essa candidatura ser aprovada", disse."

O ácido clorídrico, cuja formula é HCl, é um ácido forte, de densidade 1,19 g/cm3 (é mais denso que a água), que ioniza completamente. Esta ionização pode-se traduzir pela equação química: HCl (aq.) --> H + (aq.) + Cl- (aq.).
Atendendo à definição de pH = -log[H + (aq.)], que traduz uma escala logarítmica para as concentrações de H + (aq.), a concentração de H + (aq.) aumentou aproximadamente 10+4, ou seja, 10 000 vezes. Para diluir uma solução de pH = 3,2 para pH = 7,1, o factor de diluição, ou seja, a relação entre os volumes da solução final e da solução inicial, é também aproximadamente 10 000.

Mais um milagre????

No Diário de Notícias de 25/09/2008 encontramos uma notícia, com um título fantástico:

(Águeda. Forno da Urgueira renovado para tradição na serra do Caramulo)

Homem entra em forno a 300 graus para 'milagre'


Milhares de romeiros voltaram ontem a subir cerca de 20 quilómetros na serra do Caramulo para assistir à reconstituição do "milagre da Urgueira" cumprindo uma tradição secular por altura dos festejos de Nossa Senhora da Guia que a Associação Etnográfica Os Serranos retomou em 1996 após um longo interregno.

O momento que conflui todos os olhares sucede quando um homem entra no forno de pão comunitário, aquecido por lenha a arder durante três dias até atingir os 300 graus, de onde retira uma broa de 70 quilos e a exibe, incólume, ao povo por quem será distribuída.

Submetido a obras de restauro executadas pela Câmara aguedense nos últimos meses com a ajuda de velhos mestres pedreiros, o forno legado à população da aldeia da Urgeira no final do século XIX com dinheiro doado pela promessa a Nossa Senhora da Guia de uma família que se salvara de um naufrágio ao emigrar para o Brasil, foi salvo da ruína que ameaçava a própria tradição.

Reza a lenda, num acto espontâneo e temerário, numa vez um homem entrou no forno, onde ardia lenha há vários dias, apenas com um casaco e de tamancos calçados, para depositar uma broa de milho e saiu vivo causando grande estupefacção entre os locais que passaram a crer ter sido um milagre.

Manuel Farias, presidente de Os Serranos, é quem faz de "milagreiro" no terceiro domingo de Agosto desde que a associação resolveu reavivar a tradição que o passar do tempo ameaçava condenar à memória dos mais velhos da aldeia da Urgueira, hoje habitada apenas por uma dúzia de pessoas,

O "milagreiro" da Urgueira não dispensa o casacão grosso de borel que tanto aquece no frio gélido da serra como protege no quente, um barrete apertado às orelhas e um cravo na boca. A encenação com a entrada real no forno dura, ainda assim, apenas nos escassos segundos que é necessário para retirar o pão. Os nacos da broa repartidos pelos presentes são tidos como especiais porque, garante o povo, aguentam muito tempo sem criar bolor.

Este é um exemplo engraçado dos problemas ligados à eficiência energética, nomeadamente a condutividade térmica dos materiais, que os divide em bons e maus condutores de calor. Analisando o texto que descreve os passos seguidos durante o cumprir da tradição verificamos que a pessoa que entra no forno veste um grosso casacão de borel, que no Inverno protege as pessoas das baixas temperaturas, pois este material que é um mau condutor, permite uma pequena taxa de transmissão de calor da pessoa para o meio ambiente.

A energia transferida por condução por unidade de tempo é directamente proporcional à diferença de temperaturas entre os corpos e inversamente proporcional à espessura do material. A constante de proporcionalidade é a condutividade térmica do material. Daí usarmos no Inverno casacos grossos, sermos aconselhados a utilizar vidros duplos nas nossas casas para diminuir a factura energética.

No Inverno quem se encontra a uma temperatura elevada é o nosso corpo e nesta situação é o meio ambiente que se encontra a uma temperatura elevada (300ºC). Mas o grosso casacão irá na mesma impedir que exista um grande fluxo de energia para o corpo da pessoa que entra no forno por condução, pois o material é um mau condutor. Bem como o barrete e os tamancos. O cravo certamente que serve para impedir a pessoa de respirar, porque à temperatura do forno respirar iria certamente causar graves lesões nas vias respiratórias.

8.18.2008

Ciência e Jogos Olímpicos


Numa altura em que o acontecimento do momento são os Jogos Olímpicos, todos falam de Usain Bolt, de Michael Phelps e de Vanessa Fernandes (pelo menos em Portugal), fica aqui um blog muito interessante: The Science of Sport.

Estes Jogos mostram o impacto da Ciência e Tecnologia nos resultados desportivos:
- utilização de novos materiais (materiais à base de carbono, teflon, entre outros);

- imitação da natureza, por exemplo, nos fatos utilizados nas provas de natação, cuja superfície imita a pele dos tubarões e cujas costuras são coladas através da utilização de ultra-sons que possibilitam o aquecimento das fibras do tecidos e posterior colagem;

- utilização de polímeros: as paredes e a cobertura do Cubo de Água utiliza uma estrutura de aço com um revestimento de ETFE - etileno tetrafluoretileno - um tipo de plástico utra-resistente, que possibilita um isolamento acústico e térmico e sendo transparente possibilita a utilização 90% da energia solar para aquecer o interior e suas piscinas, reduzindo os gastos energéticos em 30%;

E a lista poder-se-ia continuar indefinidamente.

1.08.2008

Ciência em Acção #1

Uma lanterna que não precisa de pilhas pode parecer magia mas é só a aplicação da lei de indução electromagnética, fenómeno primeiramente estudado pelo físico Michael Faraday - a diferença de potencial criada é proporcional à variação temporal do fluxo magnético.

O movimento de vai e vem do magnete que existe no interior da lanterna através de uma bobina de fio de cobre leva à acumulação de energia num condensador, que permite o funcionamento da lanterna.