11.15.2005

Concurso “PERGUNTAR ... É PRECISO”


0.Título do concurso

"PERGUNTAR … É PRECISO"

1. Objectivos

1. Fomentar e valorizar a capacidade de fazer perguntas, em ciência.
2. Distinguir diferentes tipos e níveis de perguntas.
3. Contribuir para as actividades do Ano Mundial da Física por associação de um centro interactivo de ciência (Ciência Viva) com um jornal diário.

2. Destinatários

Cidadãos comuns leitores de um jornal diário nacional (O Público), distinguindo-se três escalões para efeitos do concurso conforme a respectiva educação formal em Física: 1º escalão, formação a nível do ensino básico; 2º escalão, formação a nível do ensino secundário; 3º escalão, formação a nível do ensino superior.

3. Duração e data

Três dias: 15-17 de Novembro, mês do 10 º aniversário do Exploratório.

4. Como concorrer

N.B. Não se trata de dar resposta a perguntas, mas de distinguir diferentes categorias de perguntas e criar uma pergunta inteligente para ser avaliada!

1. Procurar no local do concurso no jornal dos dias 15, 16 e 17 de Novembro exemplos de perguntas de diferentes tipos no âmbito da Física – bloco O QUÊ, bloco O COMO, bloco O PORQUÊ, bloco E SE...?.
2. Familiarizar-se com esses exemplos de perguntas (duas) em cada um dos (quatro) blocos e encontrar, se o pretender, as respectivas respostas na página web do Exploratório (www.exploratorio.pt) ou em www.publico.pt, normalmente a mais do que um nível de profundidade.
3. Pensar e escrever uma pergunta do tipo PORQUÊ (por exemplo, iniciada por POR QUE É QUE...?) ou do tipo E SE...?, no âmbito da Física, e enviá-la, junto com a indicação do seu nome, telefone, endereço electrónico e escalão em que concorre, para explora@mail.telepac.pt, ou enviar estes elementos para Exploratório – Apartado 3111 – Coimbra, de forma a serem recebidos até às 17h00 do dia 18 de Novembro.

5. Selecção e prémios

1. Um júri nacional analisará e classificará as perguntas, em cada escalão. Cada um dos membros do júri atribuirá uma classificação de 2, 4, 6, 8 ou 10 pontos, conforme a qualidade que atribua à pergunta (originalidade, imaginação, potencial de inovação, etc).
2. Constituir-se-á um pódio para cada escalão, com os 3 autores das melhores perguntas (desde que tenham obtido uma classificação média mínima de 7 pontos).
3. Os prémios serão em livros, assinaturas anuais do jornal e entrada automática no Clube de Amigos do Exploratório, com os seguintes valores para cada escalão: 1º Prémio 500 €, 2º Prémio 350 €, 3º Prémio 150 €.


Perguntas exemplo publicadas em 15 de Novembro de 2005

Perguntas do tipo “O quê”

1. O que é o efeito fotoeléctrico, cuja interpretação feita por Einstein em 1905 lhe deu o Prémio Nobel da Física em 1921?
2. A que distância está a Terra do Sol?

Perguntas do tipo “Como”

1. Como é que as portas de elevadores são controladas por células fotoeléctricas?
2. Como é que se sabe que a distância média da Terra ao Sol é 150 milhões de km?

Perguntas do tipo “Porquê”

1. Por que é que certos metais emitem electrões mais facilmente que outros quando sujeitos a luz?
2. Por que é que a Lua apresenta sempre a mesma face para a Terra?

Perguntas do tipo “E se...”

1. E se for um vidro de janela que esteja no caminho da luz de um dispositivo fotoeléctrico da porta de um elevador, será que o elevador também bloqueia?
2. E se a Lua deixasse de girar em torno da Terra, que aconteceria?

Respostas às perguntas exemplo

BLOCO “O QUÊ”

A. O que é o efeito fotoeléctrico, cuja interpretação por Einstein em 1905 lhe deu o Prémio Nobel da Física em 1921?

Emissão de electrões por certos materiais quando sobre eles incide luz, designadamente luz visível ou luz ultravioleta.

Todos os materiais têm electrões na sua constituição, atraídos aos núcleos dos átomos. Um aumento da energia desses electrões pode resultar na sua expulsão. Tal aumento de energia pode ser obtido por incidência de radiação electromagnética de energia suficiente.

A interpretação de Einstein baseia-se no conceito de unidades de energia radiante (mais tarde designadas por fotões), sendo cada uma directamente proporcional à frequência da radiação. O efeito fotoeléctrico pode, pois, ser interpretado através de uma “colisão” fotão-electrão. É necessária, contudo, uma energia mínima por fotão para a expulsão do electrão. Garantida essa condição, quantos mais fotões incidirem sobre o material (maior intensidade luminosa) mais electrões são emitidos.

B. A que distância está a Terra do Sol?

150 milhões de quilómetros.

Esta é uma distância média, pois a órbita da Terra não é rigorosamente circular: no Inverno, Portugal está a 147 milhões de km do Sol e no Verão a 152 milhões de km (Não há engano!). Trata-se de uma distância que é quase 12 mil vezes maior que o diâmetro da Terra. A segunda estrela mais próxima da Terra, a Próxima de Centauro, está cerca de 270 mil vezes mais longe que o Sol. A distância média do Sol à Terra define a chamada unidade astronómica de distância (UA).

A luz do Sol leva aproximadamente 8 minutos a chegar à Terra, já que a velocidade da luz é cerca de 300 mil quilómetros por segundo. É fácil fazer o cálculo. A Próxima de Centauro está a 4,3 anos-luz, sendo 1 ano-luz a distância que a luz percorre num ano.


BLOCO “O COMO”

A. Como é que as portas de elevadores são controladas por células fotoeléctricas?

O funcionamento das primeiras células fotoeléctricas baseia-se no efeito fotoeléctrico: luz emitida por uma pequena lâmpada actua sobre um metal fazendo-o emitir electrões. Os electrões assim emitidos constituem uma corrente eléctrica capaz de accionar mecanismos como, por exemplo, os de controlo de portas.

Hoje em dia, a expressão célula fotoeléctrica aplica-se a dispositivos com semicondutores cuja resistência eléctrica depende da luz incidente. O controlo de entrada em elevadores utiliza, preferentemente, sensores que fornecem um sinal eléctrico em resposta à intensidade luminosa.

B. Como é que se sabe que a distância média da Terra ao Sol é 150 milhões de km?

A primeira determinação parece dever-se a Aristarcos, filósofo grego do século III A.C. Foi feita, através de cálculos com triângulos rectângulos definidos por linhas imaginárias ligando o Sol, a Terra e a Lua em quarto (crescente ou minguante), ficando estabelecida uma relação aproximada entre a distância Sol-Terra e a distância Lua-Terra.

Utilizando o mesmo princípio, Hiparcos, no século II A. C, estimou a distância Sol-Terra como sendo 1142 vezes o raio da Terra, já anteriormente determinado por Eratóstenes.

O valor mais próximo do moderno deve-se a Richer e Cassini, por volta de 1670, também com base em triangulação.

Semelhante princípio foi utilizado com base no planeta Vénus, durante o trânsito deste planeta no século XVIII. O trânsito de Vénus de 2004 foi utilizado deste modo como exercício para o mesmo efeito.

O processo mais rigoroso consiste na utilização de radar e fixa a distância média em 149,597870691 milhões de km.


BLOCO “O PORQUÊ”

A. Por que é que certos metais emitem electrões mais facilmente que outros, quando sujeitos a luz?

Os átomos dos metais têm a particularidade de possuírem alguns electrões frouxamente atraídos aos respectivos núcleos, designadamente os electrões que se atribuem a níveis de maior energia. Estas características também se verificam nos metais como agregados de átomos. Por isso os metais são bons condutores eléctricos. Mas os níveis de energia dos electrões variam de metal para metal, tal como variam com a natureza dos respectivos átomos. Assim, enquanto metais como o sódio perdem electrões facilmente, bastando por exemplo juntar água, outros são mais relutantes, como o ferro e o cobre. Em particular, o metal césio, da família do sódio, emite electrões quando sujeito a luz visível, ao passo que outros metais exigem luz de maior energia, por exemplo, luz ultravioleta.

B. Por que é que a Lua apresenta sempre a mesma face para a Terra?

A Lua não é uma esfera uniforme e perfeita. Deve ter-se em conta a sua forma e estrutura, com camadas não inteiramente rígidas.

Há uma deformação relativamente pequena em que a parte virada para a Terra sofre uma maior atracção: "efeito de maré", semelhante ao que se verifica na Terra. Este efeito justifica que, actualmente, a rotação da Lua em torno de si mesma tenha a mesma duração que o seu movimento à volta da Terra: 27,3 dias. Trata-se de uma situação estável em comparação com tempos idos em que a rotação e a translação da Lua não eram sincronizadas, obrigando a que o nosso satélite estivesse sempre a deformar-se.


BLOCO “E SE...?”

A. E se for um vidro de janela que esteja no caminho da luz de um dispositivo fotoeléctrico da porta de um elevador, será que o elevador também bloqueia?

Com vidro de janela normal (transparente e incolor), toda a luz visível emitida pela lâmpada passa. A porta do elevador não bloqueia. Mas se o vidro for de cor, é porque algumas radiações que compõem a luz da lâmpada são absorvidas. Pode acontecer que sejam justamente aquelas radiações que activam a emissão de electrões do receptor por efeito fotoeléctrico ou afectam a fotocondutividade do semicondutor utilizado.

Faça a experiência, utilizando folhas de acetato ou papeis transparentes de várias cores.

B. E se a Lua deixasse de girar em torno da Terra, que aconteceria?

A Lua gira à volta da Terra porque a Terra a atrai. A Lua também atrai a Terra, com uma força de igual intensidade. Em rigor, o conjunto dos dois planetas move-se em torno do respectivo centro de massa. Mas como a massa da Lua é muito menor que a da Terra, este ponto está muito mais próximo da Terra do que da Lua (de facto está dentro da Terra a cerca de 4 mil km do centro respectivo). Um observador externo dar-se-ia conta deste movimento. No entanto, nós na Terra dizemos que é a Lua que anda em volta da Terra e não o contrário, ao passo que um observador na Lua diria que é a Terra que anda à volta da Lua. É esta uma das essências da Relatividade.

Se a força de atracção entre Lua e Terra deixasse de existir, então a Lua sairia disparada pelo espaço numa linha recta tangente à sua trajectória em torno da Terra, até, eventualmente ser afectada pela atracção de um outro astro. Isto teria várias consequências, desde a quase ausência de marés ... à diminuição de fontes de inspiração dos poetas.

Mas se a Lua pudesse parar, momentaneamente, o seu movimento em torno da Terra, então o resultado seria a sua queda vertical sobre a Terra. As consequências...nem é bom pensar!

Caleidoscópio


11.14.2005

Web - sugestão

Web - sugestão


Sociedade Ponto Verde - Aprender a reciclar

Química

Clicar para aumentar - Origem
Alótropos de carbono

Nos últimos anos verificou-se que os desenvolvimentos científicos mais estimulantes não vieram de áreas tradicionais, tais como a Física Teórica ou a Biologia Molecular, mas provieram da Química. Foi da responsabilidade dos Químicos, a criação de materiais cerâmicos supercondutores utilizados em dispositivos de produção de imagens obtidas por ressonância magnética (TAC), o desenvolvimento da tecnologia associada à utilização de cristais líquidos em monitores planos e televisões, descoberta de medicamentos que salvam vidas, trabalhos na área da nanotecnologia do carbono, entre outras descobertas. Um exemplo, é o estudo dos fulerenos, que aparentemente terão aplicações na Medicina ou Electrónica, entre outras possíveis aplicações.

A Química tem um enorme impacto em muitos sectores industriais, que passam pela Saúde até à electrónica, o que se pode avaliar, em certa medida, pela consulta do site http://www.cas.org/cgi-bin/regreport.pl, onde se contabilizam os milhões de substâncias actualmente conhecidas, que seguramente irão marcar o nosso quotidiano. A Química não é só a ciência que estuda a matéria e as suas transformações, mas também é a arte de criar materiais que nunca existiram antes.

A Química possibilitou a existência de metais, plásticos, a obtenção de medicamentos partindo do crude, o estudo das substâncias que poluem a atmosfera, formas de reduzir a sua emissão e formas de “combater” a situação em que se encontra o Planeta Terra.

A Química divide-se em várias áreas de estudo, como as tradicionais, Química Orgânica e Síntese Química, Química - Física e Espectroscopia, entre outras. Na actualidade, outras áreas são cada vez mais relevantes, como é o caso da Química Teórica.

11.13.2005

Aviso


Fotografia tirada no dia 18 de Novembro de 2001 em West Virginia, USA, com um tempo de exposição de 5 minutos, onde são visíveis três meteoros, sendo o mais brilhante designado por "bola de fogo", dada a sua entensão e brilho intenso. Copyright Jerry Lodriguss.

O pico das Leónidas ocorre a 17 de Novembro. Se o tempo permitir, um momento que merece de facto o nome chuva de estrelas.

Para descobrir mais, fica aqui uma página dedicada a este fenómeno no ano de 2003 mas actual pois este espectáculo ocorre todos os anos na mesma altura do ano.

O nome específico deste fenómeno deriva da constelação Leão, região do céu onde os meteoros aparentam surgir. A origem dos meteoros prende-se com a existência de poeiras deixadas por um cometa pelo cometa 55P/Temple-Tuttle, que passa pelo sistema solar interior de 33 anos em 33 anos e todos os anos a Terra passa naquela zona do espaço onde o cometa deixa poeira espacial.

A maioria deste "lixo espacial", essencialmente poeira do tamanaho de um grão de areia ao entrar com na atmosfera terrestre, com velocidades da ordem dos 70 km/s (a velocidade do Space Shuttle é de 8 km/s), devido à fricção com aatmosfera torna-se incandescente, daí a designação de "estrela cadente".

Devido ao perído do cometa de 33 em 33 anos a chuva de estrelas Leónidas é muito intensa devido à concentração de poeira, podendo existir mais de 2ooo meteoros por hora, ocorrendo então uma tempestade, como as que aconteceram em 1966, 1999. A próxima prevê-se para 2003!!!






Má Ciência

Site dedicado à forma de se fazer má ciência, ou melhor, forma de enganar os outros levando-os a pensar que estamos de facto a fazer ciência e a obter resultados credíveis.

Bogus Science : Seven Warning Signs of Bogus Science

Na página inicial pode ler-se:

Should NASA invest nearly a million dollars in an obscure Russian scientist's antigravity machine (it has failed every test and would violate the most fundamental laws of nature)? Should the Patent and Trademark Office have issued Patent 6,362,718 for a physically impossible motionless electromagnetic generator (which is supposed to snatch free energy from a vacuum)?

There is, alas, no scientific claim so preposterous that a scientist cannot be found to vouch for it. And many such claims end up in a court of law after they have cost some gullible person or corporation a lot of money. How are juries to evaluate them?

How can you recognize questionable scientific claims? What are the warning signs of fraud? Here are seven indicators that a scientific claim lies well outside the bounds of rational scientific discourse. Of course, they are only warning signs -- even a claim with several of the signs could be legitimate.


Os setes indicadores sugeridos neste site e que devemos ter atenção são:

1- Recorrer aos medias e não publicar primeiro os resultados em revistas credíveis, onde existe o escrutínio pelos pares;
2-Indicar que as descobertas estão a ser suprimidas pelos outros cientistas e pelo establishment (verdadeiramente apelar para uma teoria da conspiração);
3-As descobertas são praticamente impossíveis de detectar, devido a se confundirem com o ruído ou o aparelho não ter precisão suficiente, apesar dos investigadores indicarem que chegaram aos resultados aplicando determinadas técnicas de análise de dados (impossibilidade de reproduzir com clareza a experiência e falta de dados fiáveis);
4- Desconfiar de todo o conhecimento que coloca sobre os dados uma áurea de superstição e magia, preferindo um conhecimento pragmático;
5-Não acreditar em crenças por elas persistirem à séculos;
6-Actualmente o trabalho de investigação é essencialmente um trabalho em grupo, pelo que as suposta descobertas por um génio isolado, após grandes esforços no isolamento é de certa forma uma forma hollywoodesca de tentar vender uma ideia, sem primeiro existir uma análise da comunidade científica;
7-As novas descobertas devem reproduzir o que já conhecemos e explicar os resultados experimentais já efectuados no passado, não entrando em conflito com o conhecimento adquirido (as novas leis além de explicar algum fenómeno inexplicável deve também explicar os fenómenos já conhecidos, como o fazem os trabalhos de Einstein em relação à lei da gravitação universal de Newton).



P.S. Ainda hoje existem pessoas a tentar criar máquinas de movimento perpétuo e a conseguir que pessoas invistam o seu dinheiro nestes projectos mirabolantes. E ainda um dia destes vi alguém colocar uma colher de prata no gargalho de uma garrafa de champanhe aberta confiante que isso iria impedir a desgasificação.

Química no dia a dia

Apenas alguns exemplos dos produtos químicos com que lidamos todos os dias (os mais comuns), apesar de nem sempre termos essa noção.

Material

Nome químico

Água oxigenada

Solução aquosa de peróxido de hidrogénio

Aliança

Ouro

Ar

Essencialmente azoto, oxigénio, dióxido de carbono e vapor de água

Aspirina

Ácido acetilsalicílico

Cal apagada

Hidróxido de cálcio

Cal viva

Óxido de cálcio

Bolas de naftalina

Naftaleno

Fios eléctricos

Cobre

Folha de alumínio

Alumínio

Latão

Mistura de cobre e zinco

Lixívia

Solução aquosa de hipoclorito de sódio

Petróleo

Mistura de vários hidrocarbonetos

Sal

Cloreto de sódio

Soda cáustica

Hidróxido de sódio

Talco, giz, calcário, mármore

Carbonato de cálcio

Termómetro

Mercúrio

Tintura de iodo

Essencialmente uma solução alcoólica de iodo

Terra e Lua (Imagens)

(clicar para aumentar)

Imagem retirada de NSSDC Photo Gallery Earth & Moon. Esta imagem resulta da conjução num mosaido de várias imagens, encontrando-se o satélite que capatou estas imagens a 400 000 km (a legenda original da imagem encontra-se aqui, em inglês).

O Sol encontra-se do lado direito ou esquerdo quando as imagens forami captadas?

Galileu Galilei

Galileu Galilei (1564-1642) foi o primeiro grande físico do período renascentista. Defensor da teoria geocêntrica, do valor da experimentação, do papel da Matemática na Física, realizou grandes descobertas no campo da Mecânica, em particular estabelecendo a lei da queda dos graves, utilizando um plano inclinado e foi o primeiro astrónomo a utilizar um telescópio para observar a Lua, as estrelas, Júpiter e os seus satélites, as fases de Vénus. Podemos ver no Museu uma luneta terrestre e o óculo de Galileu, aparelhos com os quais se iniciou a constatação que a superfície da Lua não era perfeita, entre outras descobertas que levaram à aceitação do modelo heliocêntrico.
É considerado o “Pai da Ciência Moderna”: “A filosofia está escrita nesse grande livro que permanece sempre aberto diante de nossos olhos; mas não podemos entendê-la se não aprendermos primeiro a linguagem e os caracteres em que ela foi escrita. Essa linguagem é a matemática, e os caracteres são triângulos, círculos e outras figuras geométricas” (Da Idade Média até o séc. XIX, o termo Filosofia foi utilizado numa campo muito amplo, incluindo o que actualmente denominamos Ciência ). Os dois aspectos pioneiros trazidos por Galileu foram a abordagem Empírica e o confronto da teoria com a experiência e o uso de uma Descrição Matemática da Natureza.
Expressou as suas ideias em duas obras fundamentais, Diálogos sobre os dois grandes sistemas do mundo (1632) e Discursos e demonstrações matemáticas sobre duas novas ciências respeitantes à mecânica e ao movimento local (1638).

Para descobrir mais informações:

Galileo Galilei (1564-1642)