7.01.2006

Notícias sobre o Ambiente

Proibição metais nocivos em produtos eléctricos entra hoje em vigor 01.07.2006 - 10h10 Lusa, PUBLICO.PT

A partir de hoje os artigos eléctricos e electrónicos fabricados na União Europeia não poderão conter certas substâncias perigosas para a saúde e o meio ambiente, informou a Comissão Europeia.
A medida faz parte de uma directiva comunitária para proibir a presença de chumbo, mercúrio, cádmio, ácido crómico, polibromobifenilos (PBB) e polibromodifeniléteres (PBDE) naqueles produtos.As referidas substâncias implicam um grave risco para a saúde quando os artigos são reciclados ou incinerados.O chumbo e o mercúrio podem afectar o cérebro e o sistema nervoso e são particularmente perigosos para as mulheres grávidas e as crianças.A proibição da UE afecta uma ampla gama de produtos, incluindo computadores pessoais, telemóveis, ferramentas eléctricas e electrónicas, brinquedos, artigos de iluminação e equipamentos desportivos.O lixo eléctrico e electrónico é dos que mais rapidamente tem vindo a crescer, criando problemas aos serviços de recolha dos municípios.A Comissão Europeia recordou em comunicado que os fabricantes tiveram três anos para se prepararem para esta proibição, decidida em Janeiro de 2003.O comissário europeu para o Meio Ambiente, Stavros Dimas, explicou que pôr fim ao uso daquelas substâncias perigosas "não só elimina o perigo que lhes é inerente como permite aumentar consideravelmente a quantidade de equipamentos obsoletos a reciclar, tornando a actividade mais segura e menos dispendiosa".Dimas saudou também os planos da China - que é líder na produção deste tipo de equipamentos e se prepara para lançar uma proibição semelhante no próximo ano - e instou outros países a fazerem o mesmo.

3.29.2006

É notícia

(Imagem copiada aqui)

Eclipse parcial pode ser visto hoje em Portugal a partir das 11h02
29.03.2006 - 09h11 Lusa


A lua vai hoje cobrir totalmente o sol deixando na escuridão completa algumas zonas da América do Sul, África e Ásia, enquanto que em Portugal este fenómeno será apenas parcial.

O eclipse tem início às 10h02 (11h02 de Lisboa), quando a Lua Nova se começar a colocar entre a Terra e o Sol, mas só será total em algumas regiões do globo, onde a noite regressará durante quatro minutos a partir do momento em que a lua cobrir os raios solares.

Segundo o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), "a faixa da totalidade começa no Brasil, cruza o Atlântico, atravessa o continente africano pela Nigéria, Sudão e Líbia, continuará correndo pelo Mediterrâneo, Turquia (onde se observará o máximo do eclipse), Rússia, indo terminar na Mongólia Ocidental".

De forma parcial, poderá ser visto em dois terços de África (exceptuando o sul), na metade oriental do Oceano Atlântico, na Europa e na parte ocidental da Ásia (exceptuando a Índia).

Em Portugal, o fenómeno celestial será parcialmente visível, com um máximo de 30 por cento do sol tapado pela Lua.

De acordo com o OAL, a percentagem do disco solar tapado pela lua no máximo do eclipse andará entre os 5,9 por cento em Ponta Delgada (mínimo) e os 22, 9 por cento em Faro (máximo).

Em Lisboa a lua cobrirá 19,3 por cento do sol enquanto que no Porto essa percentagem será de 17,3 por cento.

A Internet vai pôr a observação do eclipse ao alcance de qualquer pessoa, uma vez que a Agência Espacial Norte-Americana (NASA) transmitirá em directo o fenómeno celestial no seu site.

3.19.2006

Apenas um barómetro...

Uma história que certamente se irá tornar um clássico:
Durante um exame, um professor pôs a seguinte questão aos alunos: "Descreva como determinar a altura de um arranha-céus usando um barómetro".
Um dos estudantes respondeu: "Amarre uma longa corda à parte mais estreita do barómetro, a seguir faça baixar o barómetro do telhado do arranha-céus até ao chão. O comprimento da corda mais o comprimento do barómetro será igual à altura do edifício". Esta resposta altamente original enfureceu o examinador ao ponto de chumbar o estudante. O aluno apelou baseando-se no facto de a sua resposta estar indubitavelmente correcta e a universidade nomeou um árbitro independente para decidir o caso.Na verdade, o árbitro decidiu que a resposta estava correcta, mas que não demonstrava qualquer conhecimento de Física. Para resolver este problema foi decidido chamar o estudante e permitir-lhe que em seis minutos providenciasse uma resposta verbal, que mostrasse, pelo menos, uma certa familiaridade com os princípios básicos da Física.Durante cinco minutos o aluno ficou em silêncio, franzindo a testa a pensar. O árbitro lembrou-lhe que o tempo estava a passar, ao qual o estudante respondeu que tinha diversas respostas extremamente relevantes, mas que não sabia qual delas utilizar. Sendo avisado para se despachar, o estudante replicou da seguinte forma:"Em primeiro lugar, poderia pegar num barómetro, ir até ao telhado doarranha-céus, deixá-lo cair ao longo da parede e medir o tempo que ele demora a atingir o chão. Desta forma, a altura do edifício poderá ser trabalhada a partir da fórmula: H = 0,5g x t2. Mas isto seria má sorte para o barómetro. Ou, então, se o sol estivesse a brilhar, poderia medir a altura do barómetro, depois de assentá-lo na extremidade e medir o comprimento da sua sombra. Em seguida, iria medir o comprimento da sombra do arranha-céus e, depois de tudo isto, seria uma simples questão de aritmética proporcional para calcular a altura do arranha-céus.Mas, se quisesse ser rigorosamente científico acerca disto, poderia amarrar uma longa corda ao barómetro e abaná-lo como um pêndulo, primeiro ao nível do chão e depois ao nível do telhado do arranha-céus. A altura é determinada pela diferença na força da gravidade: T = 2p. Ou, se o arranha-céus tiver uma escada exterior de emergência, seria mais fácil usá-la e marcar a altura do arranha-céus em comprimentos do barómetro, e em seguida adicioná-los por aí acima.Se, simplesmente, quisesse ser chato e ortodoxo na resposta, certamente, poderia usar o barómetro para medir a pressão de ar no telhado do arranha-céus e no solo, e converter os milibars em pés para obter a altura do edifício.Mas uma vez que estamos constantemente a ser exortados a exercitar o pensamento independente e a aplicar os métodos científicos, indubitavelmente a melhor forma seria ir bater ao apartamento do porteiro e perguntar: 'Quer ganhar um barómetro bonito? Ofereço-lho, desde que me diga a altura deste arranha-céus'."

1.11.2006

O problema das conclusões

Sherlock Holmes e Dr.Watson vão acampar. Montam a barraca e, depois deuma boa refeição e uma garrafa de vinho, deitam-se para dormir.Algumas horas depois, Holmes acorda o seu fiel amigo:- Meu caro Watson, olhe para cima e diga-me o que vê.Watson responde:- Vejo milhares e milhares de estrelas.Holmes então pergunta:- E o que significa isso?Watson pondera por um minuto, depois enumera:1) Astronomicamente, significa que há milhares e milhares de galáxiase, potencialmente, biliões de planetas;2) Astrologicamente, observo que, pela posição de Saturno, teremos umdia de sorte;3) Temporalmente, deduzo que são aproximadamente 3h15min pela alturaem que se encontra a Estrela Polar;4) Teologicamente, posso ver que Deus é todo poderoso e somos pequenose insignificantes;5) Meteorologicamente, suspeito que teremos um lindo dia amanhã. Correcto?Holmes fica um minuto em silêncio, então responde:- Watson, seu imbecil! Significa apenas que alguém roubou a nossa barraca!!!

11.17.2005

Ano Internacional da Física

A Unesco declarou que o ano de 2005 seria dedicado à divulgação da Física, uma disciplina muito pouco “querida” pelos estudantes.

A iniciativa partiu do físico, Martial Ducloy, que sugeriu empregar as comemorações do centenário do Annus Mirabilis de Einstein, para motivar o público em geral para as maravilhas da Física.

As conclusões e as ideias inovadoras a que Einstein propôs em 1905 e nos anos seguintes são utilizadas actualmente, em muitos objectos do quotidiano, tais como, telemóveis, GPS, as portas que abrem sozinhas, laseres, entre muitos outros objectos.

Concurso “PERGUNTAR ... É PRECISO” - III

Perguntas do tipo “O quê”

1. Quem foi o célebre físico e matemático inglês que nasceu no ano em que Galileu morreu e que estabeleceu a lei da gravitação universal, investigou a natureza da luz, estudou o binómio que tem o seu nome, foi um alquimista clandestino e... terá pertencido ao chamado Priorado de Sião?
2. Há quantos anos se descobriu que cada átomo é formado por uma parte central muito mais pequena - o núcleo onde se concentra quase toda a massa do átomo - rodeada de electrões?

Perguntas do tipo “Como”

1. Como é que se sabe que a velocidade da luz é cerca de 300 mil km por segundo?
2. Como é que se sabe que o tamanho dos átomos é da ordem de uma décima milionésima do mm?

Perguntas do tipo “Porquê”

1. Por que é que o céu é azul?
2. Por que é que o ozono, poluente na atmosfera, não sobe para a estratosfera onde é um protector da vida por absorver radiações ultravioleta do Sol?

Perguntas do tipo “E se...”

1. E se os núcleos dos 3 átomos de cada molécula de água - dois átomos de hidrogénio e um átomo de oxigénio - de uma bica se juntassem, o que aconteceria?
2. E se passássemos a usar óculos de lentes vermelhas, de que cor veríamos o arco-íris?


Respostas às perguntas exemplo


BLOCO “O QUÊ”

A. Quem foi o célebre físico e matemático inglês que nasceu no ano em que Galileu morreu e que estabeleceu a lei da gravitação universal, investigou a natureza da luz, estudou o binómio que tem o seu nome, foi um alquimista clandestino e... terá pertencido ao chamado Priorado de Sião?

Newton.

Isaac Newton (1642-1727), físico e matemático, nasceu em Woolsthorpe, Inglaterra.

O primeiro passo para a unificação das forças na Natureza começou, segundo a lenda, quando uma maçã caiu na cabeça de Newton e o despertou para a ideia: “Porque é que esta maçã me cai na cabeça e a Lua não cai para cima da Terra?”
Percebeu, pois, que a gravidade terrestre não é um exclusivo do nosso planeta; a gravidade é uma força de atracção sentida mutuamente por quaisquer corpos, qualquer que seja a sua massa. Newton publicou aos 23 anos a Lei da Gravitação Universal: os corpos atraem-se com uma força de intensidade directamente proporcional às suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância a que se encontram.

B. Há quantos anos se descobriu que cada átomo é formado por uma parte central muito mais pequena - o núcleo onde se concentra quase toda a massa do átomo - rodeada de electrões?

Foi em 1910. Há, portanto, 95 anos.

Esta descoberta deve-se ao físico neozelandês Ernest Rutherford na Universidade de Manchester. Baseou-se no estudo realizado pela sua equipa sobre os desvios sofridos pelas chamadas partículas alfa (vir-se-ia, depois, a saber que são núcleos de átomos de hélio) quando disparadas contra folhas finas de metais.


BLOCO “O COMO”

A. Como é que se sabe que a velocidade da luz é cerca de 300 mil km por segundo?

Empédocles, filósofo grego do século V A.C., foi o primeiro a sugerir que a luz requeria provavelmente um tempo finito para viajar entre dois pontos.

As primeiras tentativas para determinar a velocidade da luz foram realizadas por Galileu em 1635, procurando medir o intervalo de tempo correspondente ao percurso de ida e volta da luz de uma lanterna entre duas colinas, mas os aparelhos da época não permitiram medir intervalos de tempo tão pequenos (10-5 s).

Alguns anos mais tarde, o dinamarquês Roemer determinou que a luz demora cerca de 22 minutos para atravessar o diâmetro da órbita da Terra em torno do Sol. Baseou-se no estudo dos eclipses de Io, quando esta lua de Júpiter passa na sombra deste planeta. Calculando independentemente o diâmetro da órbita terrestre, Huygens e, depois, Newton, atribuiram à velocidade da luz (c) os valores 2,3x108 m.s-1 e 2,4 x 108 m.s-1, respectivamente.

Por volta de 1850, os físicos franceses Fizeau e Foucault efectuaram a primeira medida da velocidade da luz sobre a Terra. Para isso, usaram, respectivamente, um dispositivo com uma roda dentada e um espelho distante e um espelho rotativo com várias faces. O valor obtido foi cerca de 315 mil km/s, bem próximo do valor hoje aceite. Em 1926, Albert A. Michelson, professor de Física da Universidade de Chicago, mediu a velocidade da luz no ar e no vácuo com extraordinária precisão, considerando a distância entre o Monte Wilson e o Monte Santo António, na Califórnia.

Actualmente, o valor da velocidade da luz no vazio, c, é considerado uma constante universal: 299 792 458 m.s-1.

B. Como é que se sabe que o tamanho dos átomos é da ordem de uma décima milionésima do mm?

Embora a noção de átomo remonte a mais de 2 mil anos, como entidade material muito pequena, a primeira ideia de tamanho para as partículas constituintes da matéria (durante um tempo, manteve-se confusão entre átomos e moléculas) terá sido avançada por Lord Rayleigh, na Inglaterra, no século XIX. Repetindo uma experiência de Benjamim Franklin sobre a espessura de uma fina mancha de azeite espalhada em água, calculou um valor de cerca de 5 milionésimas do mm.

A possibilidade, também no século XIX, de se estimar o número de moléculas num certo volume de um gás (a partir do estudo das relações entre pressão, volume e temperatura dos gases) permitiria um cálculo mais exacto para o tamanho das moléculas. Em particular, a noção do que viria a chamar-se constante de Avogadro constituiu a ponte para a determinação do tamanho dos átomos, em geral, pois permitia relacionar o número de átomos com o volume da amostra.

No século XX, as experiências de Rutherford sobre a estrutura dos átomos reforçaram as melhores estimativas anteriores.

Ainda durante o século passado, métodos físicos como a difracção de raios X em metais e outros cristais permitiriam obter “imagens em código” dos próprios átomos e, assim, obter valores rigorosos para os raios atómicos.


BLOCO “O PORQUÊ”

A. Por que é que o céu é azul?

A luz solar não é luz simples, mas luz composta de luzes de várias cores, como mostra o arco-íris. Ora, as partículas do ar difundem, de modo diferente, as várias radiações; por exemplo, a luz vermelha sofre menos difusão que a luz azul e a violeta.
Assim, com o Sol ao alto, a cor do céu é determinada principalmente pela mistura das luzes azul e violeta. Acresce que a nossa visão é mais sensível ao azul que ao violeta. Por isso, vemos o céu azul. Pelo contrário, quando à tarde o Sol declina, vê-se principalmente luz vermelha e amarela.

A imagem que um astronauta em órbita ao redor do planeta tem do "céu" é completamente diferente: um imenso fundo negro, no qual as estrelas brilham. Na realidade essa é a aparência a uns 16 km acima da superfície terrestre, onde a atmosfera se rarefaz, quase desaparecendo. O céu lunar, por exemplo, é totalmente escuro.

B. Por que é que o ozono, poluente na atmosfera, não sobe para a estratosfera onde é um protector da vida por absorver radiações ultravioleta do Sol?

O ozono é mais denso que o ar. Por esta razão, tende a descer e não a subir.

O ozono é quase duas vezes mais denso que o ar. Isto porque as moléculas de ozono são quase duas vezes mais pesadas que as moléculas de azoto, o principal gás presente no ar (79%).

Cada molécula de ozono é constituída por 3 átomos de oxigénio, O, ligados em forma de V aberto (ou acento circunflexo, se o virarmos). Cada molécula de azoto é constituída por 2 átomos de azoto, ou nitrogénio, N. As fórmulas químicas são, respectivamente, O3 e N2. Cada átomo O é cerca de 15% mais pesado que um átomo N.


BLOCO “E SE...?”

A. E se os núcleos dos 3 átomos de cada molécula de água - dois átomos de hidrogénio e um átomo de oxigénio - de uma bica se juntassem, o que aconteceria?

Cada molécula de água é constituída por 2 átomos de hidrogénio, H, um para cada lado de 1 átomo de oxigénio, O, em forma de acento circunflexo. A sua fórmula química é H2O. Isto quer dizer, 3 núcleos rodeados por electrões.
A associação de núcleos atómicos é um fenómeno presente nas estrelas e em laboratório em condições de elevadíssimas temperaturas. Chama-se-lhe fusão nuclear. Trata-se de um fenómeno que liberta enormes quantidades de energia. A energia libertada assim relaciona-se com a diminuição de massa que se verifica, através da relação de equivalência devida a Einstein: E = mc2, em que c é a velocidade da luz.
A fusão nuclear numa bica torná-la-ia ligeiramente mais leve mas, sobretudo, libertaria uma enorme quantidade de energia.

B. E se passássemos a usar óculos de lentes vermelhas, de que cor veríamos o arco-íris?

Quando observamos um arco-íris, sem óculos ou com óculos de lentes incolores, vemos sequencialmente: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta.

As lentes vermelhas fazem de filtro à luz, transmitindo aos nossos olhos apenas as radiações correspondentes à banda dos vermelhos, absorvendo as outras (banda dos azuis e banda dos verdes). Consequentemente, veríamos parte do arco-íris vermelha (zona correspondente à que víamos vermelho, laranja e amarelo sem óculos) e a restante negra (ausência de luz).

O arco-íris resulta da decomposição da luz branca ao atravessar as gotas de água da atmosfera. A luz mais desviada é a que vemos violeta, a de maior frequência.