4.14.2007

Novos materiais@PT

Do Monte da Caparica para a LG, a Hewlett-Packard, a Fiat e a Samsung: o trabalho de cientistas portugueses da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa vai possibilitar em poucos anos que deixe de haver painé is de instrumentos nos automóveis e que passemos a trazer connosco computadores cujos ecrãs podemos enrolar e meter no nosso bolso.
Uma equipa de investigadores da Nova está a desenvolver projectos que num futuro próximo serão aplicados em produtos de várias multinacionais. Na base dos contractos celebrados com estas empresas está a tecnologia que a directora do Departamento de Ciência dos Materiais (CENIMAT), Elvira Fortunato, classifica como um "ovo de Colombo": transformar o óxido de zinco num semi-condutor activo.
A técnica é simples. Colocam-se LED (Light Emitting Diode, tecnologia de iluminação que é usada em quase todos os produtos eléctricos e electrónicos, desde a luzinha standby do seu televisor até aos sinais de trânsito) num vidro normal ou num simples material plástico como os que se utilizam nas garrafas de refrigerantes. A inclusão de uma fina camada de óxido de zinco sobre os materiais permite a conductibilidade, evitando-se assim perder a transparência.
Depois de Elvira Fortunato ter começado a publicar os resultados da investigação em revistas científicas, surgiram as empresas interessadas. A Samsung foi a primeira. Depois vieram a LG, a HP e a Fiat.
A Fiat percebeu que a tecnologia podia ser aplicada no pára-brisas dos seus carros. Assim, em vez dos actuais painéis de instrumentos, os vidros dos carros passam a ser também mostradores para os indicadores de velocidade, conta-rotações, gasolina, etc.
A Samsung e a LG perceberam que poderiam produzir LCD com a espessura de uma folha de acetato. A HP viu na tecnologia uma aplicação final para e-paper. Todas assinaram contratos com a Faculdade no valor de meio milhão de euros para, segundo Rodrigo Martins, professor da FCT e director do CEMOP (Center of Excellence in Microelectronics Optoelectronics and Processes), "fazer o desenvolvimento da investigação, transferir as condições da tecnologia para as empresas até à linha de produção".
Não deverá levar muito até que esta "revolução", tal como lhe chama Rodrigo Martins, chegue aos nossos computadores e carros. A título de exemplo, o contrato com a Fiat foi assinado em Setembro, e não ultrapassará os quatro anos de desenvolvimento.
A investigação realizada pelos investigadores da FCT não é totalmente original. O princípio foi desenvolvido ao mesmo tempo em Tóquio, por Hideo Hosono, que vendeu a ideia à Canon e nos EUA por David Paine, que vendeu o seu trabalho à HP.
A mais valia dos portugueses está no facto de conseguirem reproduzir o processo à temperatura ambiente. "As outras experiências só o conseguiram fazer a temperaturas elevadíssimas. Como nós o fizemos à temperatura ambiente, podemos aplicá-lo ao plástico normal, que derrete a temperaturas elevadas. A vantagem está no facto de a transposição para a produção se tornar rápida e barata", explica Rodrigo Martins.

1.04.2007

A confirmação :(


Investigadores do instituto britânico Met Office corroboraram hoje a previsão feita esta semana pela Universidade de East Anglia de que o ano de 2007 poderá ser o mais quente desde que há registos.

A temperatura média global do planeta deverá ser, este ano, 0,54 graus mais alta do que a média do período entre 1961 e 1990, prevê o Met Office.

"Há 60 por cento de probabilidades de que 2007 seja tão ou mais quente do que o ano mais quente de sempre [desde que há registos], ou seja, 1998", afirma o Met Office em comunicado. As temperaturas em 1998 foram 0,52 graus mais elevadas em relação ao período em análise.

A provável subida da temperatura é, em parte, provocada pelo fenónemo climatérico El Niño, gerado pelo aumento da temperatura das águas do Oceano Pacífico. Os especialistas do Met Office estimam que o El Niño vai ter uma grande influência nas temperaturas globais durante todo o ano.

"Esta nova informação é mais um alerta de que as alterações climáticas já estão a acontecer no planeta", comentou Katie Hopkins, do Met Office.

Na passada segunda-feira, Phil Jones, director da Unidade de Investigação do Clima da Universidade de East Anglia, afirmou que o efeito de estufa e o El Niño poderão fazer de 2007 o ano mais quente desde que há registo.

Serviço de saúde britânico mais activo no combate às alterações climáticas

Perante estas previsões, e com o relatório Stern ainda presente – considera vital o combate imediato às alterações climáticas –, o Governo britânico anunciou hoje a criação de um fundo de cem milhões de libras (148 milhões de euros) para ajudar o Serviço Nacional de Saúde a enfrentar a crise do sobre-aquecimento. A ideia é ajudar os hospitais e centros de saúde a reduzir as suas emissões de dióxido de carbono, aumentar a eficiência energética e a reduzir o consumo de energia. O dinheiro será ainda usado para dotar os edifícios de sistemas de energias renováveis.

O cenário para 2007 fica completo com o degelo no Árctico – de onde se desprendeu uma massa de gelo com 66 quilómetros quadrados – e com a falta de neve nas estâncias de esqui, que ameaça os desportos de Inverno.

O Instituto de Meteorologia holandês referiu hoje que 2006 foi o mais quente dos últimos 300 anos no país, com temperaturas médias de 11,2 graus. Se essa tendência se mantiver, a maratona ao longo dos canais gelados da Holanda, a Eleven Towns Tour, realizada em Janeiro, poderá acabar. O evento realiza-se quando o gelo atinge uma camada de, pelo menos, 15 centímetros de espessura ao longo de todo o percurso, algo que só aconteceu 15 vezes nos últimos cem anos. A última vez foi em 1997.

1.03.2007

Astronotícias - Titã

Descoberto lago de metano em Titã

Astrónomos investigaram segunda maior lua de Saturno

Uma equipa internacional de cientistas descobriu lagos de metano, e possivelmente de etano, em Titã, a maior lua de Saturno, segundo um artigo a ser publicado na edição de quinta-feira da revista britânica Nature.

Ao estudar as imagens captadas por um radar da sonda Cassini, a equipa dirigida por Ellen Stofan, de um instituto de investigação científica da Virgínia, indicou ter descoberto no hemisfério norte de Titã lagos circulares de metano e etano, de 3 a 70 quilómetros de diâmetro.

Os astrónomos já suspeitavam há muito tempo da existência destes lagos, mas nunca conseguiram prová-la.

Alguns investigadores consideraram, num artigo publicado na Primavera na revista Science, que o que se julgava ser os lagos, pelo menos na linha do Equador, eram apenas muros de areia com dunas de 100 metros de altura.

Titã é a única lua do sistema solar que possui uma atmosfera densa similar à dos primórdios da Terra, com finas camadas de nuvens de metano e de azoto.

Reflexão

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Método científico


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Ambiente

Com notícias destas,

Investigador alerta que 2007 poderá ser o ano mais quente de que há memória

alguém se admira:
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1.02.2007

Hoje no diário As Beiras - Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

Um jardim com história


Fundado em 1772 pelo Marquês de Pombal, o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra é um dos espaços verdes mais extraordinários da cidade, mas é também aquele que mais desconhecido se mantém para grande parte dos seus habitantes.
Criado no âmbito do Museu de História Natural, anteriormente já tinha sido pensado estabelecer em Coimbra um Jardim Botânico, tendo o primeiro projecto a autoria de Jacob de Castro Sarmento, em 1731, baseando-se no pequeno Jardim do Chelsea Physic Garden, em Londres.
Em 1772, o local escolhido pelo reitor da Universidade de Coimbra (Francisco de Lemos) para o então chamado "Horto Botânico" compreendia parte da quinta pertencente ao Colégio de S. Bento. O Marquês designou, em 1773, o coronel engenheiro William Elsden para preparar o projecto final, juntamente com o reitor e os professores italianos de História Natural, Domingos Vandelli e Dalla Bella. O projecto de Castro Sarmento foi considerado muito modesto por aqueles professores que decidiram ampliá-lo, mas de tal modo o tornaram grandioso e dispendioso que o Marquês o rejeitou.
Deste modo, os trabalhos tiveram início por volta de 1774, respeitando projectos mais modestos. Vieram, então, plantas do Jardim do Palácio da Ajuda, em Lisboa, por mar e ao longo do rio Mondego, ao cuidado de João Rodrigues Vilar, que veio a ser o primeiro jardineiro do novo estabelecimento. De início, a orientação botânica do jardim foi da responsabilidade de Domingos Vandelli, função assumida, a partir de 1791, por Félix Avelar Brotero, professor de Botânica e Agricultura. O ilustre botânico ampliou o jardim, providenciando para a aquisição de mais algum terreno da quinta dos Padres Marianos (1809).
Entre 1814 a 1821 fizeram-se as terraplanagens entre a rua central e a superior, bem como o muro e o respectivo gradeamento, feito com ferro proveniente de Estocolmo, expressamente para esse efeito. Em 1882 foi construído o portão do lado Sul ("Entrada das Ursulinas"), junto ao Seminário. O portão principal concluiu-se em 1884, segundo desenho que se encontra arquivado no Museu Machado de Castro.
Entre 1854 e 1867 foram acrescentados os lanços de escadas do lado sul e as pilastras e grades de todos os terraços do jardim. Finalmente, no mesmo período, o Jardim Botânico foi ainda enriquecido com a instalação da Estufa Grande que, segundo projecto do engenheiro Pezarat, foi construída no Instituto Industrial de Lisboa e na Fundição de Massarelos do Porto.
Em 1873 Júlio Henriques é nomeado lente. Sob a sua orientação, intensificaram-se as permutas de plantas e sementes com os principais jardins de Portugal, Açores e Europa e de outras partes do mundo, particularmente da Austrália. Por curiosidade, refira-se que aquele professor conseguiu do Jardim Botânico de Buitenzorg, em Java, sementes de espécies do género Cinchona, de cuja casca se extrai o quinino, para combater o paludismo que nessa época, em Portugal e nos territórios ultramarinos, dizimava populações.